O inquérito que investiga o sumiço e provável assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, foi encerrado nesta quinta-feira (29) e os resultados serão apresentados pela polícia mineira amanhã, segundo a Globominas. O goleiro Bruno e outras oito pessoas serão indiciados.
De acordo com nota publicada pela assessoria de imprensa da corporação, o inquérito tem oito volumes, com cerca de 1.600 páginas e três anexos. Segundo o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios (DIHPP), delegado Edson Moreira, o inquérito seguirá para o promotor Gustavo Fantini, do Minitério Público de Contagem.
Moreira afirmou não ter dúvidas de que Bruno foi o mandante do crime - crimes, aliás, já que o inquérito aponta que houve formação de quadrilha, sequestro, cárcere privado, homicídio e ocultação de cadáver.
O goleiro Bruno de Souza foi indiciado por homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. De acordo com a polícia, devem responder pelos mesmos crimes Luiz Henrique Ferreira Romão (conhecido como Macarrão), Flávio Caetano de Araújo (Flavinho), Wemerson Marques de Souza, Dayane Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes de Castro.
A polícia disse que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, Paulista e Neném, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.
Bruno raspa a cabeça
O goleiro Bruno raspou a cabeça no presídio, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais. Bruno pediu para cortar o cabelo na penitenciaria. De acordo com as informações, ele fez um primeiro corte com máquina 3, mas não ficou satisfeito com o resultado. Em seguida, cortou com máquina 1, ficando quase careca. Os pedaços de cabelo cortados foram queimados dentro da cela em frente ao Bruno para não serem usados como provas de exames de DNA, segundo a polícia.